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“Triclopir, O especialista em controle de plantas lenhosas e de difícil controle.

“Triclopir: O Especialista no Controle de Plantas Lenhosas e de Difícil Controle”
Público-alvo: Pecuaristas com problemas de infestação de plantas lenhosas, aplicadores, técnicos e agrônomos.
Objetivo: Detalhar a molécula Triclopir, explicando seu mecanismo de ação, sua eficácia específica em plantas lenhosas e arbustivas, e as diferentes modalidades de aplicação (foliar, no toco, basal).
Palavras-chave: Triclopir, controle de plantas lenhosas, herbicida para tocos, aplicação basal, herbicidas para pastagens, auxinas sintéticas.

Título: Triclopir: A Ferramenta Definitiva para o Controle de Plantas Lenhosas em Pastagens
Introdução

Em uma pastagem, nem todas as plantas daninhas são criadas iguais. Enquanto as plantas anuais podem ser controladas com relativa facilidade, as plantas lenhosas e arbustivas representam um desafio de outra magnitude. Espécies como o assa-peixe, o arranha-gato, aroeirinha e outras invasoras de porte arbóreo possuem sistemas radiculares profundos, caules robustos e uma incrível capacidade de rebrota. Para elas, um herbicida comum não é suficiente. É preciso uma ferramenta especializada, um verdadeiro “machado químico”. Essa ferramenta é o Triclopir.

O Triclopir é um herbicida do grupo dos Mimetizadores de Auxina (Grupo 4), mas com uma especialização notável: sua alta eficácia no controle de plantas lenhosas, arbustivas e de tocos recém-cortados. Enquanto outras moléculas hormonais são excelentes em plantas herbáceas, o Triclopir foi desenvolvido para translocar e agir de forma eficaz nos tecidos lenhosos, onde outras moléculas têm dificuldade de penetrar e se mover.

Sua versatilidade vai além da aplicação foliar convencional. Ele é a principal ferramenta para o controle de tocos (aplicação no corte) e para a aplicação basal (aplicação na base do caule), técnicas essenciais para a limpeza de áreas com infestação densa de arbustos ou para evitar a rebrota após a roçagem.

Neste artigo, vamos explorar a fundo o Triclopir. Você entenderá por que ele é tão eficaz em tecidos lenhosos, seu espectro de ação e as diferentes modalidades de aplicação que o tornam uma solução indispensável para a recuperação e manutenção de pastagens limpas e produtivas.

  1. Mecanismo de Ação: Uma Auxina Potente com Foco em Tecidos Lenhosos
    Como um herbicida do Grupo 4, o Triclopir imita o hormônio auxina, causando um crescimento desordenado que leva a planta à morte. No entanto, sua estrutura química lhe confere características particulares: • Absorção Rápida: O Triclopir, especialmente em sua formulação de éster, é rapidamente absorvido tanto pelas folhas quanto pela casca (córtex) de caules jovens. Essa capacidade de penetrar na casca é um de seus grandes diferenciais.
    • Excelente Translocação: Uma vez absorvido, ele se move eficientemente por toda a planta, tanto para cima (via xilema) quanto para baixo (via floema), acumulando-se nos pontos de crescimento ativo, como gemas apicais e, crucialmente, nas gemas basais e raízes. É essa capacidade de atingir e matar as gemas da base que impede a rebrota, o principal problema no controle de plantas lenhosas.

Sua formulação mais comum é o Triclopir-butotílico, um éster que possui alta lipofilicidade (afinidade com óleos e ceras), o que facilita a penetração através da cutícula cerosa das folhas e da casca dos caules.

  1. Espectro de Controle: O Especialista em “Madeira”
    O Triclopir é a escolha número um para uma série de invasoras que tiram o sono dos pecuaristas.

Alvos de Alta Eficácia:

•   Plantas Lenhosas e Arbustivas:
◦   Aroeirinha (Lithraea molleoides): Uma das plantas tóxicas e lenhosas mais comuns no Cerrado.
◦   Leiteiro/Leiteira (Peschiera fuchsiaefolia): Outra invasora arbustiva de difícil controle.
◦   Cipó-de-escada (Bauhinia spp.): Trepadeiras lenhosas que podem dominar cercas e árvores.
◦   Amor-agarrado (Acacia plumosa): Arbusto espinhoso que forma moitas impenetráveis.
•   Plantas Semi-Lenhosas:
◦   Assa-peixe (Vernonia spp.): Embora também controlado por outras moléculas, o Triclopir é altamente eficaz.
◦   Guanxuma (Sida spp.): Especialmente em estágios mais avançados.

O Triclopir também é seletivo para a maioria das gramíneas forrageiras, tornando-o seguro para aplicações em área total em pastagens estabelecidas.

  1. Modalidades de Aplicação: Versatilidade para Cada Desafio
    É na diversidade de métodos de aplicação que o Triclopir mostra seu verdadeiro valor como ferramenta de manejo.

a) Aplicação Foliar Convencional:
É a aplicação padrão com pulverizador tratorizado ou costal sobre as folhas das plantas daninhas. É eficaz para infestações generalizadas de plantas arbustivas de porte baixo a médio. A dose varia de 2 a 4 L/ha, dependendo da formulação comercial e da espécie-alvo. É crucial que as plantas estejam em intenso crescimento vegetativo para garantir a máxima absorção e translocação.

b) Aplicação no Toco (Corte e Aplicação):
Esta técnica é usada para plantas lenhosas de grande porte ou após a roçagem da área. Consiste em cortar a planta o mais próximo possível do solo e aplicar o herbicida imediatamente sobre a superfície do corte.

•   Como Funciona: O corte expõe o sistema vascular da planta (xilema e floema). A aplicação imediata permite que o herbicida seja absorvido diretamente e translocado para o sistema radicular, matando a planta e impedindo a rebrota.
•   Produto: Usa-se o Triclopir em uma solução com óleo diesel ou óleo vegetal (na proporção de 2% a 5% de produto comercial). O óleo atua como veículo, melhorando a penetração.
•   Timing: A aplicação deve ser feita em, no máximo, 2 horas após o corte. Depois disso, a planta começa a cicatrizar a superfície, dificultando a absorção.

c) Aplicação Basal:
Esta modalidade é usada para o controle individual de plantas arbustivas ou árvores finas (com diâmetro de caule de até 10 cm), sem a necessidade de cortá-las previamente.

•   Como Funciona: Aplica-se a calda herbicida diretamente na base do caule, em uma faixa de 20 a 30 cm a partir do solo, molhando bem toda a circunferência.
•   Produto: Assim como na aplicação no toco, usa-se uma mistura de Triclopir com óleo diesel ou vegetal. O óleo ajuda o herbicida a penetrar na casca e atingir o câmbio e o floema, por onde será distribuído para toda a planta.
•   Vantagem: É um método altamente seletivo, que permite eliminar plantas daninhas específicas no meio da pastagem sem atingir o capim ao redor. É ideal para a “catação” de invasoras.

Conclusão: A Ferramenta Certa para o Inimigo Certo
O controle de plantas lenhosas exige mais do que um herbicida; exige uma estratégia. O Triclopir, com sua eficácia comprovada e versatilidade de aplicação, é o pilar dessa estratégia. Ele oferece ao profissional de campo um leque de opções para lidar com os desafios mais difíceis da manutenção de pastagens.

Seja em uma aplicação foliar para controlar uma infestação inicial de assa-peixe, em uma aplicação no toco para garantir que uma área roçada não rebrote, ou em uma aplicação basal para eliminar seletivamente uma aroeirinha no meio do pasto, o Triclopir entrega o resultado.

Dominar o uso do Triclopir e suas diferentes modalidades de aplicação é uma competência que agrega um valor imenso ao trabalho do técnico e do agrônomo, permitindo a recuperação de áreas antes consideradas perdidas e garantindo a longevidade e a produtividade da “fábrica de arrobas”.

Aprenda o passo a passo de cada modalidade de aplicação do Triclopir, com vídeos práticos e recomendações de doses para cada situação, no Curso Expert em Herbicidas. Torne-se um especialista no controle das plantas daninhas mais difíceis.

Referências:

[34] Ferreira, M. C., & Arantes, J. G. Z. (2009). Controle químico de plantas daninhas em pastagens. Embrapa Gado de Corte.

[35] Corteva Agriscience. (2020). Triclopyr Technical Information.

[36] Miller, J. H., & Miller, K. V. (2004). Forest pest management: A guide to chemical control. USDA Forest Service.

Título:

Em uma pastagem, nem todas as plantas daninhas são criadas iguais. Enquanto as plantas anuais podem ser controladas com relativa facilidade, as plantas lenhosas e arbustivas representam um desafio de outra magnitude. Espécies como o assa-peixe, o arranha-gato, aroeirinha e outras invasoras de porte arbóreo possuem sistemas radiculares profundos, caules robustos e uma incrível capacidade de rebrota. Para elas, um herbicida comum não é suficiente. É preciso uma ferramenta especializada, um verdadeiro “machado químico”. Essa ferramenta é o Triclopir.

O Triclopir é um herbicida do grupo dos Mimetizadores de Auxina (Grupo 4), mas com uma especialização notável: sua alta eficácia no controle de plantas lenhosas, arbustivas e de tocos recém-cortados. Enquanto outras moléculas hormonais são excelentes em plantas herbáceas, o Triclopir foi desenvolvido para translocar e agir de forma eficaz nos tecidos lenhosos, onde outras moléculas têm dificuldade de penetrar e se mover.

Sua versatilidade vai além da aplicação foliar convencional. Ele é a principal ferramenta para o controle de tocos (aplicação no corte) e para a aplicação basal (aplicação na base do caule), técnicas essenciais para a limpeza de áreas com infestação densa de arbustos ou para evitar a rebrota após a roçagem.

Neste artigo, vamos explorar a fundo o Triclopir. Você entenderá por que ele é tão eficaz em tecidos lenhosos, seu espectro de ação e as diferentes modalidades de aplicação que o tornam uma solução indispensável para a recuperação e manutenção de pastagens limpas e produtivas.

  1. Mecanismo de Ação: Uma Auxina Potente com Foco em Tecidos Lenhosos
    Como um herbicida do Grupo 4, o Triclopir imita o hormônio auxina, causando um crescimento desordenado que leva a planta à morte. No entanto, sua estrutura química lhe confere características particulares: • Absorção Rápida: O Triclopir, especialmente em sua formulação de éster, é rapidamente absorvido tanto pelas folhas quanto pela casca (córtex) de caules jovens. Essa capacidade de penetrar na casca é um de seus grandes diferenciais.
    • Excelente Translocação: Uma vez absorvido, ele se move eficientemente por toda a planta, tanto para cima (via xilema) quanto para baixo (via floema), acumulando-se nos pontos de crescimento ativo, como gemas apicais e, crucialmente, nas gemas basais e raízes. É essa capacidade de atingir e matar as gemas da base que impede a rebrota, o principal problema no controle de plantas lenhosas.

Sua formulação mais comum é o Triclopir-butotílico, um éster que possui alta lipofilicidade (afinidade com óleos e ceras), o que facilita a penetração através da cutícula cerosa das folhas e da casca dos caules.

  1. Espectro de Controle: O Especialista em “Madeira”
    O Triclopir é a escolha número um para uma série de invasoras que tiram o sono dos pecuaristas.

Alvos de Alta Eficácia:

•   Plantas Lenhosas e Arbustivas:
◦   Aroeirinha (Lithraea molleoides): Uma das plantas tóxicas e lenhosas mais comuns no Cerrado.
◦   Leiteiro/Leiteira (Peschiera fuchsiaefolia): Outra invasora arbustiva de difícil controle.
◦   Cipó-de-escada (Bauhinia spp.): Trepadeiras lenhosas que podem dominar cercas e árvores.
◦   Amor-agarrado (Acacia plumosa): Arbusto espinhoso que forma moitas impenetráveis.
•   Plantas Semi-Lenhosas:
◦   Assa-peixe (Vernonia spp.): Embora também controlado por outras moléculas, o Triclopir é altamente eficaz.
◦   Guanxuma (Sida spp.): Especialmente em estágios mais avançados.

O Triclopir também é seletivo para a maioria das gramíneas forrageiras, tornando-o seguro para aplicações em área total em pastagens estabelecidas.

  1. Modalidades de Aplicação: Versatilidade para Cada Desafio
    É na diversidade de métodos de aplicação que o Triclopir mostra seu verdadeiro valor como ferramenta de manejo.

a) Aplicação Foliar Convencional:
É a aplicação padrão com pulverizador tratorizado ou costal sobre as folhas das plantas daninhas. É eficaz para infestações generalizadas de plantas arbustivas de porte baixo a médio. A dose varia de 2 a 4 L/ha, dependendo da formulação comercial e da espécie-alvo. É crucial que as plantas estejam em intenso crescimento vegetativo para garantir a máxima absorção e translocação.

b) Aplicação no Toco (Corte e Aplicação):
Esta técnica é usada para plantas lenhosas de grande porte ou após a roçagem da área. Consiste em cortar a planta o mais próximo possível do solo e aplicar o herbicida imediatamente sobre a superfície do corte.

•   Como Funciona: O corte expõe o sistema vascular da planta (xilema e floema). A aplicação imediata permite que o herbicida seja absorvido diretamente e translocado para o sistema radicular, matando a planta e impedindo a rebrota.
•   Produto: Usa-se o Triclopir em uma solução com óleo diesel ou óleo vegetal (na proporção de 2% a 5% de produto comercial). O óleo atua como veículo, melhorando a penetração.
•   Timing: A aplicação deve ser feita em, no máximo, 2 horas após o corte. Depois disso, a planta começa a cicatrizar a superfície, dificultando a absorção.

c) Aplicação Basal:
Esta modalidade é usada para o controle individual de plantas arbustivas ou árvores finas (com diâmetro de caule de até 10 cm), sem a necessidade de cortá-las previamente.

•   Como Funciona: Aplica-se a calda herbicida diretamente na base do caule, em uma faixa de 20 a 30 cm a partir do solo, molhando bem toda a circunferência.
•   Produto: Assim como na aplicação no toco, usa-se uma mistura de Triclopir com óleo diesel ou vegetal. O óleo ajuda o herbicida a penetrar na casca e atingir o câmbio e o floema, por onde será distribuído para toda a planta.
•   Vantagem: É um método altamente seletivo, que permite eliminar plantas daninhas específicas no meio da pastagem sem atingir o capim ao redor. É ideal para a “catação” de invasoras.

Conclusão: A Ferramenta Certa para o Inimigo Certo
O controle de plantas lenhosas exige mais do que um herbicida; exige uma estratégia. O Triclopir, com sua eficácia comprovada e versatilidade de aplicação, é o pilar dessa estratégia. Ele oferece ao profissional de campo um leque de opções para lidar com os desafios mais difíceis da manutenção de pastagens.

Seja em uma aplicação foliar para controlar uma infestação inicial de assa-peixe, em uma aplicação no toco para garantir que uma área roçada não rebrote, ou em uma aplicação basal para eliminar seletivamente uma aroeirinha no meio do pasto, o Triclopir entrega o resultado.

Dominar o uso do Triclopir e suas diferentes modalidades de aplicação é uma competência que agrega um valor imenso ao trabalho do técnico e do agrônomo, permitindo a recuperação de áreas antes consideradas perdidas e garantindo a longevidade e a produtividade da “fábrica de arrobas”.

Aprenda o passo a passo de cada modalidade de aplicação do Triclopir, com vídeos práticos e recomendações de doses para cada situação, no Curso Expert em Herbicidas. Torne-se um especialista no controle das plantas daninhas mais difíceis.

Referências:

[34] Ferreira, M. C., & Arantes, J. G. Z. (2009). Controle químico de plantas daninhas em pastagens. Embrapa Gado de Corte.

[35] Corteva Agriscience. (2020). Triclopyr Technical Information.

[36] Miller, J. H., & Miller, K. V. (2004). Forest pest management: A guide to chemical control. USDA Forest Service.

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